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EXPEDICIONÁRIOS PÁGINAS

Page history last edited by Nara 1 year, 9 months ago

 

 

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RELATOS E HISTÓRIAS ACERCA DOS EXPEDICIONÁRIOS 

 

 

 

ARTHUR SCHEIBEL

 

 

 

 

Arthur Scheibel nasceu em Benedito Novo, mas foi criado em Corupá, que na época de seu nascimento

ainda compunha o município de Jaraguá do Sul.

O seu nome está literalmente registrado em pedra na História:

no Monumento aos Pracinhas do Vale do Itapocu, em Jaraguá do Sul,

ele consta como um dos 5 brasileiros da região que morreram em combate na 2ª Guerra Mundial.

Arthur Scheibel morreu no dia 6 de junho de 1944, o famoso Dia D –

quando aconteceu o desembarque das tropas norte-americanas na Normandia, França.

 

Arthur, ainda muito jovem, saiu da casa dos pais,

em Corupá, para estudar em Florianópolis.

Lá, decidiu que queria ser piloto, entretanto seu pai havia sido contra esse desejo.

Resolveu, portanto, juntar-se à Marinha Mercante e começou

a trabalhar num navio mercante brasileiro.

Este navio foi uma das embarcações mercantes brasileiras bombardeadas

por submarinos alemães em águas estrangeiras.

Arthur foi salvo por um navio de bandeira norte-americana que navegava na região e,

sentindo-se agradecido, ao receber o convite, continuou nos Estados Unidos e se naturalizou,

a fim de ser incorporado pela Marinha dos EUA, em 1943, onde ficou até sua morte, no ano seguinte.

 

Alistado na Marinha Norte-americana, na qual foi alçado ao posto de Tenente,

foi um dos poucos brasileiros que participou da operação Overlord —

afinal, o Brasil só entraria em combates na guerra um mês depois do

histórico desembarque das forças aliadas na costa francesa.

Scheibel estava num dos navios que davam suporte às tropas no desembarque dos aliados.

Porém, os alemães estavam prontos para defender seus postos e

tinham um poderoso esquema de defesa preparado.

contra-ataque nazista explodiu o navio em que o brasileiro estava,

provocando sua morte e a de muitos outros.


 

A notícia de seu falecimento durante o combate veio da embaixada brasileira

nos Estados Unidos, meses depois do ocorrido, provocando imensa tristeza aos seus familiares.

 

 

 

Referências em reportagens:

http://ocponline.com.br/noticias/livro-cita-a-historia-de-dois-irmaos-de-corupa-que-lutaram-na-segunda-guerra-mundial/

 

http://anoticia.clicrbs.com.br/sc/noticia/2009/09/segunda-guerra-mundial-catarinenses-contam-as-suas-lembrancas-do-front-2640899.html

 

 

 

 

FREI ORLANDO

 

 

Após ter se tornado frade, frei Orlando foi para São João del-Rei,

onde lecionou no Colégio de Santo Antônio, um estabelecimento de ensino

dirigido pela Ordem dos Franciscanos Menores. Tinha 24 anos de idade.

Caridoso, o jovem padre instituiu a “Sopa dos Pobres”, uma obra de assistência social que chegou

a receber o apoio voluntário de muitos integrantes do 11º Regimento de Infantaria (11º RI).

A Sopa dos Pobres começou a ser servida em São João del-Rei no começo da década de 40,

numa casa emprestada por um rico morador da cidade e com diversos tipos de doações,

inclusive com o que sobrava nas bandejas das refeições dos soldados do 11º Regimento de Infantaria.

Quando o Brasil entrou na guerra, o Frei viu o 11º RI partir e não se conformou em permanecer

impassivelmente na cidade. Assim, quando o comandante do regimento solicitou a indicação

de um religioso para capelão militar ao Comissariado dos Franciscanos em São João del-Rei,

Frei Orlando voluntariou-se e seguiu para a Itália com os "pracinhas", em 22 de setembro de 1944,

a bordo do navio General Meigs. Seu primeiro trabalho foi celebrar uma missa

na catedral de Pisa para os expedicionários brasileiros.

Lá, ao conhecer a precária realidade do povo italiano, resolveu também coletar alimentos para amenizar-lhes a fome,

continuando com sua prática de preparar a sopa e distribuí-la aos que necessitavam.

Os alimentos eram doados pelos soldados, que compartilharam muito de sua "ração" diária

com os italianos das diversas vilas e cidades por onde passaram.

Até hoje temos relatos de pessoas contando que, se não fossem os Brasilianis,

  teriam morrido de fome durante os últimos anos da guerra.

Tempos depois, às vésperas da tomada de Monte Castello, durante uma visita à linha de frente do conflito,

Frei Orlando morreu, vitimado por um tiro acidental de

um partisan (membro da resistência militar italiana ao nazifascismo).

Eram aproximadamente 14 horas do dia 20 de fevereiro de 1945.

Estava com 32 anos de idade.

Finda a guerra, o governo brasileiro instituiu Frei Orlando

como patrono do Serviço de Assistência Religiosa do Exército - SAREx,

criado, em caráter permanente, por decreto-lei, no ano de 1946.

 

Fontes: 

http://saojoaodel-rei.blogspot.com.br/2013/12/carta-de-frei-orlando-direto-do-front.html

http://www.ahex.ensino.eb.br/docs/frei/catalogo.pdf

 

Ração do Exército:

http://www.portalfeb.com.br/a-alimentacao-das-tropas-durante-a-guerra/


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