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FEB

Page history last edited by Nara 2 years, 6 months ago

 

 

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FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA

 

 

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IMPORTANTE SABER...

 

http://www.newsrondonia.com.br/noticias/feb+soldados+de+borracha+segunda+guerra/54109 

 

 

http://www.homensdeguerra.com.br/ 

 

 

 

 

A VITÓRIA DOS ALIADOS NA EUROPA

 

 

 

O dia 8 de maio de 1945 ficou marcado na história como o dia em que

as Nações Aliadas venceram Hitler e Mussolini em suas tentativas de impor o

regime nazifascista ao restante do mundo, tirando de seu jugo os demais países europeus.

O Brasil, inicialmente neutro no conflito, teve que se posicionar devido

a fatores externos que forçaram sua entrada na 2ª Guerra Mundial.

Para tanto, criou-se a Força Expedicionária Brasileira – FEB, com 25.334 militares que,

entre setembro de 1944 e maio de 1945, lutaram na Itália, ao lado dos aliados

(França, Inglaterra, EUA e União Soviética).

Ao se prepararem para a guerra, no ano de 1943, as Unidades Militares existentes

próximas de Jaraguá do Sul (Joinville, Itajaí, Blumenau e Curitiba)

 selecionavam e concentravam os soldados para, em seguida, enviá-los à Vila Militar do Rio de Janeiro.

De Jaraguá do Sul e cidades próximas foram 98 militares que se juntaram

ao contingente da 1ª DIE (Divisão de Infantaria Expedicionária), onde receberam um rápido treinamento.

Dali partiram em 5 Escalões de Embarque com destino à Itália, acomodados em navios norte-americanos,

entre 02 de julho de 1944 a 08 de fevereiro de 1945.

Os soldados brasileiros percorreram difíceis caminhos da luta e, para muitos,

 foi um caminho fatal, mas cumpriram exitosamente sua missão.

Trouxeram em si as marcas irreparáveis de uma guerra, não apenas físicas, mas principalmente na alma.

Entretanto, o que viram e vivenciaram durante a guerra lhes garantiu a certeza

de que lutar pela liberdade e pela democracia sempre valeria a pena.

O Dia da Vitória merece ser relembrado e ter seu valor resgatado,

pois é uma ocasião que nos convida a refletir a respeito dos fatos sombrios

que resultaram no uso extremo da violência para a superação de divergências

políticas, econômicas e ideológicas e que provocaram a

perda trágica de quase 60 milhões de vidas humanas.

 

   
   

 

 

 

 

Histórico da participação do Brasil

 

 

A II Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945, foi o conflito mais sangrento de todos os tempos.

Neste período, 70 milhões de pessoas morreram e foi usado pela primeira vez um artefato nuclear.

O Brasil declarou guerra aos países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália) em 1942,

depois que vários navios da Armada foram atacados.

Somente naquele ano, 19 embarcações foram alvejadas pelos alemães.

Na época, o país possuía poucos oficiais da ativa para integrarem a missão.

Sendo assim, foi preciso convocar reservistas para lutar.

Muitos deles eram profissionais liberais, como advogados e médicos.

A fim de estar preparado para a entrada no conflito, o Brasil recebeu ajuda dos Estados Unidos

e enviou alguns membros da tropa para fazer treinamento em território americano.

No dia 29 de junho de 1944, um trem trazendo os homens da FEB chegou à Vila Militar no Rio de Janeiro.

A Força estava dividida em três regimentos de Infantaria

– o 1º do Rio de Janeiro; o 6º de Caçapava, São Paulo; e o 11º de São João del-Rei, Minas Gerais.

Apenas o 6º de Caçapava atravessaria a cidade do Rio, enquanto os demais seriam enviados a outros lugares.

Era uma forma de manter em sigilo o embarque.

A operação foi feita à noite, em etapas, durante um dos blecautes realizados no Rio.

Esses blecautes eram feitos com o objetivo de proteger a população de um improvável ataque aéreo alemão.

Muitos pracinhas sequer tiveram tempo de se despedir de seus familiares e amigos e não sabiam para qual nação iriam.

O desembarque aconteceu em 16 de julho de 1944, na Itália.

Os combatentes só entenderam que estavam no país europeu quando avistaram o Monte Vesúvio.

 

Conquistas

 

Entre as principais conquistas dos militares brasileiros estão

a Batalha de Monte Castelo e a tomada de Montese.

Nesta primeira, o coronel Nestor da Silva explicou que foram três ataques mal sucedidos e a

vitória só veio na quarta investida em 21 de fevereiro de 1945.

Já Montese aconteceu em 15 de abril do mesmo ano.

Ao longo da campanha da FEB, mais de 20 mil soldados do Eixo foram aprisionados pelos “febianos”.

 

Você sabia?

 

- Na época, muitos críticos duvidaram da capacidade brasileira em enviar homens para o fronte da batalha.

Por conta disso, alguns diziam que era mais fácil uma cobra fumar do que isso acontecer.

Até hoje o símbolo da Força Expedicionária é uma cobra fumando cachimbo.

 

- Os restos mortais dos brasileiros foram inicialmente enterrados na cidade italiana de Pistoia.

Somente em 1960 é que foram transladados ao Brasil, onde permanecem no Monumento Nacional dos Pracinhas,

no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

 

- A FEB foi a única tropa a pisar na Europa com militares de todas as raças: negros, índios, pardos e brancos.

 

- A Força Aérea Brasileira (FAB) esteve presente na II Guerra Mundial pelo 1º Grupo de Aviação de Caça

comandado pelo tenente-coronel aviador Nero Moura. O grupo foi criado em 1943 e organizado e preparado

nas bases americanas, no Canal do Panamá e nos Estados Unidos.

Desembarcou em Nápoles no dia 6 de outubro de 1944. Na Itália, incorporou-se ao 35º Grupo de Caça americano

pertencente a 62ª Brigada de Caça do XXII Comando Aerotático da Força Aérea do Mediterrâneo.

 

Fonte:
Ministério da Defesa 

http://www.brasil.gov.br/defesa-e-seguranca/2014/09/forca-expedicionaria-brasileira-comemora-70-anos-do-batismo-de-fogo-na-ii-guerra-mundial

 

 

 

 

 

Heróis Esquecidos: Sg Max Wolf Filho – 11º RI

 

 

 

SARGENTO MAX WOLF FILHO

 

O Sargento Max Wolf Filho é um dos mais destacados heróis da FEB. Seu arrojo e bravura nos combates o tornou admirado pelos seus pares e superiores e respeitado pelos seus subordinados.

Filho de pai alemão, Wolf nasceu em Rio Negro (PR) em 29 de julho de 1911. Aos 18 anos de idade alistou-se no Exército em Curitiba, indo servir no 15º Batalhão de Caçadores, unidade extinta cujas instalações são hoje ocupadas na capital paranaense pelo 20º Batalhão de Infantaria Blindado (20º BIB). Na década de 30 muda-se com a família para o Rio de Janeiro e e ingressa na então Polícia Militar do Distrito Federal, onde chegou a graduação de 3º Sargento. Em 1944 apresenta-se como voluntário para integrar a Força Expedicionária Brasileira, tendo sido designado para o 11º Regimento de Infantaria (11º RI) de São João Del-Rei (MG).

Destacou-se por sua bravura no decorrer da guerra, tornando-se conhecido pelo seu destemor, intrepidez e abnegação. Apresentava-se sempre como voluntário para missões, não importando seu grau de perigo e dificuldade. Suas façanhas eram proclamadas pelas partes de combate e pelos correspondentes de guerra brasileiros e estrangeiros que também o admiravam. Sua coragem invulgar e seu excepcional senso de responsabilidade foram de fundamental importância para o êxito das incursões de patrulhas nos territórios ainda com presença do inimigo. Na conquista de Montese foi um destacado combatente. Sempre à frente do seu grupo aniquilou várias posições inimigas, contribuindo significativamente para aquela que foi uma das mais importantes e dramáticas vitórias da FEB. Participou também de todas as ações de seu Batalhão no ataque de 12 de dezembro de 1944 ao Monte Castelo.

A última missão deste bravo ocorreu em 12 de abril de 1945 nas imediações de Montese. O sargento Wolf foi voluntário para comandar uma patrulha de reconhecimento na região de Monte Forte e Biscaia, na chamada “terra de ninguém”. A patrulha foi constituída por 19 militares que se haviam destacado por competência e bravura em combates anteriores. Partiram por volta do meio-dia de Monteporte, passaram por Maiorani e prosseguiram. As casas em ruínas representavam um grande perigo, pois invariavelmente eram utilizadas como abrigo pelos alemães. E foi justamente isso que aconteceu. Abrigado em uma das casas em ruínas, o inimigo deixou que a patrulha brasileira chegasse bem perto, até quando não podiam mais errar. Eram 13:15 h do dia 12 abril de 1945 quando uma rajada de metralhadora cortou o peito de Wolf, que caiu ao solo morto. O soldado Alfredo da Silva que correu em seu socorro foi também atingido mortalmente e tombou ao lado de Wolf.

Terminava assim a trajetória gloriosa deste herói brasileiro. Seu corpo somente foi resgatado dias depois devido ao fogo inimigo que perdurou por mais algum tempo. No dia seguinte aconteceu a largada da grande ofensiva da primavera para varrer o que restava  do exército alemão na Itália.

Max Wolf Filho foi agraciado “post mortem” com com as medalhas de Campanha de Sangue e Cruz de Combate, do Brasil; e com a medalha Bronze Star dos Estados Unidos. Foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro, em Pistóia e seus restos mortais foram trasladados posteriormente para o Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial no Rio de Janeiro, onde jazem na quadra G, jazigo 32. Wolf é patrono da Escola de Sargentos das Armas (ESA). Em 2010, o Exército Brasileiro instituiu a Medalha Sargento Max Wolf Filho para ser conferida a subtenentes e sargentos em reconhecimento à dedicação e interesse pelo aprimoramento profissional e ao destacado desempenho profissional.

 

 

 

 

Colaborador: Marcus Vinicius de Lima Arantes (mv-arantes@uol.com.br)

Fontes: Coleção de Aventuras Nº 7 / Ed. Garimar / Wikipedia
Site da Escola de Sargentos das Armas (ESA)

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